Startups – a revolução

Experimente digitar Startup no Google – aparecerão tantos resultados que será difícil escolher apenas um. Mas por que há tanto interesse nesse termo? O que o torna tão atraente?

Tecnologias do século XXA humanidade sempre enfrentou momentos difíceis. Porém, em alguns períodos, esses aumentavam de maneira tal que, algumas pessoas eram forçadas a tomarem uma firme posição para sobreviverem.

Durante o século XX, o cenário mundial passou por transformações tão intensas que afetaram os aspectos mais variados do cotidiano humano, numa escala nunca vista antes. Desde a arte, perpassando a linguagem, moda, até a tecnologia da época.

Com advento da tecnologia digital inaugurava-se uma nova era: a da informação. Mas isso é uma característica exclusiva dos tempos atuais?

Não. Porém a agilidade de transmissão/recebimento, e a capacidade de armazenamento que dispomos hoje, são. A discrepância é gigantesca!

Para se ter uma ideia. A propagação de alguma ordem Real durante a alta Idade Média com alcance interno e externo ao seu domínio poderia durar meses ou até mesmo anos. Portanto, a eficiência na resolução de grandes problemas possuía grandes chances de tornar-se justamente o oposto desta.

E se existe algo que o ser humano nunca parou, e talvez nunca cesse de lidar, são problemas. Por outro lado, este trissílabo-paroxítona, na mente de algumas pessoas torna-se o combustível, a inspiração primeira para o desenvolvimento de projetos grandiosos.

Não ignorando os conceitos já existentes, o empreendedorismo pode ser encarado como um conjunto de aparatos da inteligência humana, depreendido, de cunho particular. Visa a autossustentabilidade, que num esforço constante trabalha para a sanar, amenizar, controlar algum problema de determinada magnitude, para um determinado grupo de pessoas.

Sem entrar em detalhes históricos sobre o mundo dos negócios, esta é a era que, mais do que qualquer coisa, vê como verdadeira mina de diamantes os inúmeros problemas da humanidade.

E é nesta atmosfera que surgem as Startups.

Començando uma Startup: identificação do problema

ProblemaComo verificou-se anteriormente, o que move algum empreendimento do tipo Startup é basicamente a dificuldade a ser resolvida. Pois então é esta a fase inicial do projeto: Qual problema deve-se resolver?

Parece fácil encontrar uma resposta rápida a isto. Afinal, estamos cercados deles. A maioria das sugestões que empreendedores encontram como resposta, à primeira vista, soam como ideias geniais. Mas é quando colocam-se estas em contraste com a viabilidade do projeto que os verdadeiros empecilhos surgem (validação).

Por exemplo. É muito comum hoje entupir as lojas virtuais com uma infinidade de Apps. Ok, muitos são bonitinhos e alguns até úteis em certo ponto. Porém, às vezes não passam disso.

O aplicativo, como o próprio nome já diz, é o lado prático, “tangível”, de um emaranhado de conceitos desenvolvidos especificamente para um fim. É apenas uma porta de entrada à uma estrutura – multidisciplinar em sua maioria – bem maior que o próprio software.

É aí que temos a inovação. Pois por mais que se pretenda fazer algo que muitos já praticam, sua ideia pode ser tão bem elaborada que se destacará das demais diferenciando-se, por exemplo, no Modelo de Negócio.  

Definição de Persona

PersonaDefinido o problema, próximo passo: para quem resolvê-lo?

Isso é determinante!

Nos projetos atuais existe a prática de definição de persona, que implica, num esforço imaginativo, elaborar um ou vários perfis de possíveis compradores de seu produto. E quanto mais específica e consistente for essa análise (quanto mais próxima à realidade), maior será o nível de aceitação de seu produto

Conhecer previamente o possível cliente é um caso de vida ou morte. Mas esta tarefa pode ser extremamente desafiadora, pois imaginar o mundo real não é nada fácil.

Para isso, conta-se com algumas ferramentas de auxílio à elaboração e definição de persona. Dentre elas, a mais utilizada é sem dúvida o Mapa da Empatia. Nela há vários processos que, através de perguntas bem objetivas, ajuda a elaborar perfis detalhados de um possível comprador. Lembrando que essa prática não é a mesma coisa de selecionar o público-alvo.

No público-alvo seleciona-se grupos de indivíduos, separando-os mais ou menos por sexo, idade, classe econômica, etc.

Na Definição de Persona, engloba-se grupos de informações muito mais específicos e individuais. Conta com descrições que venham a formar a imagem de um indivíduo possivelmente existente. Isso inclui não somente idade ou sexo, por exemplo, mas seu gosto por um determinado tipo de arte, alimentos, e círculos sociais – etc.

Modelagem de Negócio

Buscando a solução para sua startup

Por fim chegamos a: Como solucionar a dificuldade?

Tendo em vista o quê e para quem, chegamos então ao como resolver.

Talvez essa pareça ser a parte mais tradicional de todo o projeto, pois é onde geralmente lida-se com a parte de gerência financeira, logística, estatísticas, RH – etc. Porém, se de tudo o que já falou-se até aqui a impressão foi a de sempre haver alguma novidade, esta etapa não será diferente.

A começar pela prática assumida como Modelo de Negócio. Diferentemente do já consolidado Plano de Negócio, enfoca a agregação ou proposta de valor, ou seja, a forma como você entrega valor ao seu cliente (resolve o problema dele), e como isto retorna à Startup em forma de algum benefício.

Assim como para a criação de persona, a modelagem de negócios também conta com uma grande ferramenta: Model Canvas Business. Este, por sua vez direciona o empreendedor através de alguns campos de preenchimento de informações, separadas por categorias, proporcionando uma visão geral da natureza e do alcance do negócio em questão.

Outros conceitos

Por fim, recorda-se que outros dois conceitos caracterizam o negócio como Startup: escalável e repetível. O primeiro corresponde ao crescimento rápido à custos controlados. O segundo, a entrega do mesmo produto sem customizações.

Deve-se lembrar também que a validação é um conceito que permeia todo o processo de criação de uma Startup. Isso porque, quem se aventura nesse ramo de negócio encontra-se cercado por um ambiente de incertezas. Portanto, a todo o instante o empreendedor deve colocar suas decisões à prova.

Também há o MVP (Minimo Produto Viável). Pode-se enxergá-lo como uma espécie de validação maior. Uma forma reduzida e limitada de seu produto que deve-se disponibilizar antes mesmo do acabamento final.

Caso o projeto envolva a criação de um software para um determinado fim, o MVP implicará na liberação de uma versão beta. Caso lide com vendas, por exemplo,  então disponibiliza-se uma pequena amostra do produto para verificar a reação do mercado.

O que você acha, então que devem ser as características de um negócio de sucesso? Já ouviu falar do Beiradão de Oportunidades? Deixe aqui seus comentários, curta e compartilhe com seus amigos empreendedores!

 

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